Colégio

Teresa de Saldanha

 

 

Ser Santo o que é?

O santo é uma pessoa normal que nasceu, cresceu, viveu, caminhou no nosso mundo... Os santos podem ser solteiros, casados, consagrados. Todas as pessoas são convidadas à santidade. Tu também. Santo é uma pessoa que escutou o apelo de Jesus.

Teresa de Saldanha, nasceu a 4 de Setembro de 1837, em Lisboa, Portugal. Foi uma jovem, uma mulher que soube olhar e soube amar. Deixou-se seduzir por Jesus Cristo e por aqueles com quem Ele mais se identifica. Pôs a sua vida e os seus bens e talentos ao Seu serviço. Viveu de acordo com o evangelho de Jesus e procurou pautar a sua vida pelo amor numa abertura aos mandamentos de Deus e às necessidades dos outros.

Ser santo é, pois, crer em Jesus Cristo e viver, progressivamente, de acordo com o seu evangelho. Passar pela vida, como Jesus, fazendo o bem.

Assim foi passada a vida de Teresa de Saldanha

Foi chamada por Deus a 8 de Janeiro de 1916. Está, pois, no Reino de Deus. Conhecedora da nossa caminhada, das nossas esperanças e dificuldades... podemos recorrer à sua intercessão junto de Deus.

Se os santos não são assim, como serão eles então?

Lembro-me de a ter visto, muito bem duas vezes, a Madre Fundadora das Dominicanas, essa tão nobre e tão suave figura de santa, que dominava, mesmo sem querer e sem dar por isso, toda a pequenina luminosa cena.

A primeira foi em Benfica. Teresa de Saldanha estava então na plenitude da sua maravilhosa energia. Só se lhe começava a notar, ainda brandamente, aquela curva do pescoço que mais tarde, para os fins da vida, quase lhe colava o queixo ao peito. Não era muito alta. Uma doçura inefável apagava nela os traços mais acentuados ou duros da altivez do seu sangue.

Dava ideia de Santa Isabel da Hungria, inclinada para os seus pobrezinhos, a dizer-lhes palavras muito ternas e a lavar-lhes os pés feridos.

Os olhos eram pequenos e míopes, mas cheios de brilho, de uma vida acesa; desses olhos que, embora pequenos e míopes, se enterram por assim dizer, com prodigiosa penetração, pelas almas dentro, até ao fundo. Um largo sorriso lhe rasgava a boca. Não se poderia dizer, certamente, uma beleza correcta em todas as suas linhas; mas o conjunto das feições era sumamente atraente, e dela transpirava não sei que ar senhoril de bondade, que ao mesmo tempo impunha respeito e movia à confiança e, ainda mais, ao amor.

Da outra vez que a vi, foi na sua cadeirinha de inválida, na casa de Gomes Freire, em Lisboa. Tinham passado por cima daquela veneranda figura a revolução e os anos. Mas nem a revolução nem os anos conseguiram abater ou mesmo alterar a esplêndida serenidade da sua alma, a calma do seu sorriso, a doçura fidalga, ou, para melhor dizer, a unção cristã das suas maneiras. Se a encontrei de traços envelhecidos, quase presa ao seu encosto de palha, não foi preciso muito tempo para me aperceber com assombro do pleno meio-dia daquele espírito, da frescura cristalina do seu coração, e, sobretudo, já não digo só da magnanimidade da sua alma no meio de adversidades e injustiças atrozes, mas da verdadeira auréola de santidade que irradiava da augusta fronte. Se os santos não são assim, como serão eles então ?

D. João de Lima Vidal
in Teresa de Saldanha e as suas Dominicanas, 1937

Decorre junto do Patriarcado de Lisboa o processo de canonização da Serva de Deus Teresa de Saldanha.
Superiora Geral da Congregação: Irmã Maria Manuela dos Anjos

 

 

 

 

Superiora Geral da Congregação:

Irmã Maria Manuela dos Anjos

Feliz, mil vezes feliz sou eu e por tudo dou graças a Nosso Senhor.