COLÉGIO DE S. JOSÉ RAMALHÃO

SINTRA

 

PROJECTO EDUCATIVO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

COLÉGIO DE S. JOSÉ - RAMALHÃO

SINTRA

 

 

 

 

 

PROJECTO EDUCATIVO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

QUINTA DO RAMALHÃO      2710-459 SINTRA

Tel. 219107550, 219107560 (Secretaria); Fax 219107559

 

 

 

 

 

 

IDEÁRIO

 

            O Colégio de S. José – Ramalhão é uma Escola Católica da responsabilidade das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena.

            Tendo em consideração que «Aos Pais pertence a prioridade do direito de escolher o género de educação a dar aos filhos» (1), o Colégio procura proporcionar-lhes uma opção na linha da Educação Cristã.

Assim, como Escola Católica, tem como modelo a pessoa de Jesus Cristo que é o centro e o fundamento da concepção cristã da vida e da realidade (2).
Na verdade, é Ele que «revela e promove o sentido novo da existência e a transforma» (3).
O Colégio procura, portanto, nos ideais, nos princípios e nos valores, seguir o Seu exemplo de vida e preparar o jovem para viver de maneira digna, pensando, querendo e agindo segundo o Evangelho.

 

Como Escola Católica, o Colégio pretende também promover a «comunicação crítica e sistemática da cultura» (4), dirigida não apenas ao plano humano e cultural, mas também na linha da Fé, tendo como fim a formação integral do Aluno, ajudando-o a realizar no dia a dia a síntese pessoal entre Fé, Cultura e Vida.

 

 

ORIGENS E IDENTIDADE

 

 

            As Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena são uma Congregação Religiosa Apostólica feminina, fundada por Tereza de Saldanha (1837-1916).

            Reflectindo num dos mais sublimes pensamentos da fundadora podemos hoje ter uma ideia da dimensão dos seus sonhos e projectos:

            «Deus pôs em mim aspirações maiores do que tudo aquilo a que se pode chamar grande».

            Entre estas aspirações estava a educação da juventude, a quem destinou, também a Congregação com que sonhara.

            Assim surgiu o Colégio de S. Domingos de Benfica, aberto ainda pelas suas próprias mãos e levado na voragem da revolução republicana.

            Dando continuidade ao sonho da sua fundadora, 26 anos após a sua morte, em plena II Guerra Mundial, numa época de insegurança e incerteza, três mulheres ousadas e empreendedoras, a Madre Maria Rita Lecor Buys, a Madre Santo Agostinho Couceiro da Costa e a Madre Tereza Catarina Lavradio, venceram todos os medos, compraram a quinta e o palácio, fizeram obras e, em 1942, fundaram o Colégio do Ramalhão em Sintra.

 

 

 

(1)   Declaração Universal dos Direitos do Homem, ART.26ºNº3.

(2)   (3) e (4) Cf. S. C., doc. para a Escola Católica.

 

 

SITUAÇÃO GEOGRÁFICA

 

 

 

            O Colégio de S. José fica situado em Sintra e funciona numa área que abrange o antigo palácio do Ramalhão e a quinta envolvente.

            Sintra é uma vila muito antiga, anexada por D. Afonso Henriques logo após a conquista de Lisboa, e sempre foi uma das vilas mais importantes de Portugal.

            Quase todos os reis de Portugal viveram parte das suas vidas em Sintra, no Palácio da Vila, uns ali nasceram e morreram, outros ali foram aclamados.

            Sintra soube em primeira mão as notícias do êxito dos dois descobrimentos mais importantes da história de Portugal: a passagem do Cabo da Boa Esperança e a descoberta do caminho marítimo para a Índia. 

            Devido à frescura do seu clima, tornou-se, a partir do século XVIII, local de veraneio de reis, nobres e burgueses.

No século XIX escritores e intelectuais, portugueses e estrangeiros aqui encontravam também uma inesgotável fonte de inspiração para as suas obras.

Na década de 80 do século XX teve a honra de ser a anfitriã da reunião do GATT, hoje G8. 

            Actualmente é o terceiro maior concelho do país e continua a oferecer imensas perspectivas do ponto de vista histórico, cultural, artístico e turístico, para além de ser um grande pólo de desenvolvimento industrial.

            Em 1995 Sintra foi classificada pela UNESCO Património da Humanidade.

            Devido à sua situação privilegiada na vila de Sintra, o Colégio tem despertado o interesse de produtores e realizadores de pequenas metragens, que aqui têm encontrado os cenários privilegiados para os guiões dos seus filmes.

            A serra, a quinta e sobretudo o acolhimento humano têm também contribuído para atrair grupos que aqui encontram o ambiente propício à reflexão e ao encontro espiritual e por isso o Colégio acolhe, muitas vezes, cursos de formação de jovens e adultos, de instituições católicas de religiosos e de leigos.      

           

 

O RAMALHÃO NA HISTÓRIA DE PORTUGAL

 

 

            O Colégio de S. José, mais conhecido por Colégio do Ramalhão era, no século XV, apenas um casal agrícola.

            Em 1512 foi provavelmente construída a primeira casa.

Este pequeno edifício foi sujeito a ampliações e remodelações sucessivas e transformou-se, já no século XVIII, numa casa apalaçada propriedade do marechal de campo Luiz Garcia de Bivar.

            É certamente de meados do século o arco sobranceiro à estrada Lisboa-Sintra que liga as duas partes da quinta.

 Aqui viveu também o escritor inglês William Beckford, durante a sua permanência em Sintra.

No início do século XIX o Ramalhão passa a pertencer à Casa Real e é provavelmente aqui que, após a primeira invasão francesa, por ocasião das negociações

 

 

que conduziram à Convenção de Sintra, fica hospedado o general Junôt e o seu estado maior.

            Mas em meados do século XIX, o palácio e a quinta pertenciam, mais propriamente à Casa das Rainhas. Por isso, quando, após o seu regresso do Brasil, a rainha D. Carlota Joaquina se recusou a assinar a Constituição de 1822, o governo revolucionário liberal mandou-a, com residência fixa, para o palácio do Ramalhão, onde viveu entre 1822 e 1823.

            Os frescos dos tectos da Capela, da sala de Educação Visual e do Refeitório de cima, são dessa época.

            O palácio foi também residência real da infanta D. Isabel Maria, irmã de D. Miguel, que foi por duas vezes regente do reino.

            Diz-se que o grande desejo de D. Carlota Joaquina era transformar o palácio num convento. E assim, ao fundarem o Colégio de S. José do Ramalhão, as Irmãs Dominicanas, sem o saberem, tornaram também realidade este sonho da rainha.          

           

 

 

                                   O RAMALHÃO NA LITERATURA

 

 

            Verdadeiro arco de triunfo de vegetação luxuriante por onde, quem vem de Lisboa, acede à romântica Sintra, a Quinta do Ramalhão ficou gravada nas mais belas páginas da literatura portuguesa pelo estilo requintado e inconfundível de Eça de Queirós:

 

«Mas a estrada entrava entre dois altos muros paralelos onde soluçavam ramagens murmurosas. Era o Ramalhão. O ar parecia mais fino, como refrescado de abundância das águas. Sentia-se uma vaga serenidade de parques e arvoredos. Alguma coisa de suave e de elegante circulava. Havia o silêncio dos repousos delicados e das existências ociosas. Era o Ramalhão.»

 

in A Tragédia da Rua das Flores

 

 

«E, a passo, o breque foi penetrando sob as árvores do Ramalhão... Os muros estavam cobertos de heras e de musgos: através da folhagem faiscavam longas flechas de sol... e naquele simples bocado de estrada, todo salpicado de manchas de sol, sentia-se já, sem se ver, a religiosa solenidade dos espessos arvoredos, a frescura distante das nascentes vivas, a tristeza que cai das penedias e o repouso fidalgo das quintas de Verão.»

 

                                                                       in Os Maias

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A HISTÓRIA DO COLÉGIO DO RAMALHÃO

 

 

 

            O Colégio abriu as suas portas no dia 15 de Outubro de 1942 só para meninas internas.

Pouco tempo depois, o pequeno internato recebia não só alunas vindas de todas as regiões de Portugal, mas também do estrangeiro.

Só mais tarde abriu como externato, privilegiando, assim as alunas do concelho de Sintra.

O Ministério da Educação concedeu ao Colégio o paralelismo pedagógico, que ainda hoje mantém e actualmente um apoio financeiro – Contrato de Desenvolvimento – para os alunos mais carenciados do Pré-Escolar.

O Colégio é membro da AEEP (Associação dos Estabelecimentos de Ensino Particular).

Desde muito cedo os rapazes tiveram também lugar no Colégio. Mas a partir de 1998 passaram a poder progredir nos vários anos de ensino, pois o Ramalhão está aberto a todos os jovens e suas famílias que queiram colaborar com o Projecto Educativo que propõe.

Apesar da dimensão que adquiriu, o Colégio procura cultivar no seu dia a dia um ambiente familiar e personalizado em que as Irmãs Responsáveis e os Professores, ainda hoje, conhecem os Alunos pelo seu próprio nome.

Durante mais de 60 anos aqui aprenderam e se formaram muitas gerações de Alunos que na infantil, no básico e no secundário frequentaram o Colégio.

Os tempos, porém, mudaram muito e a juventude de hoje tem outros anseios e outras ambições.

 O Colégio ao educar no respeito pela individualidade e liberdade de cada um, esforça-se por incutir nos jovens o sentido de responsabilidade que lhes permita fazer as escolhas que considerem mais adequadas. Assim, prosseguindo a experiência do ano lectivo em curso, o Colégio continuará a oferecer o Pré-Escolar, os 1º, 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico, esperando que os anos que os nossos Alunos aqui passarem os ajudem a encontrar outros rumos para as suas vidas. 

Hoje como ontem, o Colégio de S. José-Ramalhão continua a ser

 
UMA HISTÓRIA,

UMA CAMINHADA,

UM PROJECTO...

A PENSAR NOS JOVENS.

 

 

           

 

 

 

 

 

 

 

 

1. - PRINCÍPIOS ORIENTADORES

 

 

            O Colégio de S. José Ramalhão, como Escola Católica, tem como fundamento a pessoa de Jesus Cristo e como centro e fim do seu Projecto Educativo a pessoa do ALUNO a quem se dirige todo o empenho, interesse, amizade e respeito dos educadores com o objectivo de contribuir para a sua formação integral e para o desenvolvimento da sua personalidade na linha da Fé, solidariedade, responsabilidade, liberdade e compromisso.

            Deste modo o Colégio promove a igualdade de oportunidades, garantindo uma educação inclusiva nos termos da legislação em vigor, tendo como objectivo, entre outros, o sucesso escolar.

Para o efeito o Colégio assegura as adequações relativas ao processo de ensino e de aprendizagem de carácter organizativo e funcional que permitam responder às necessidades educativas especiais de carácter permanente de crianças e jovens, procurando preparar todos os Alunos para a vida activa, empenhando-se, assim, em cada geração, na formação de cidadãos conscientes e responsáveis.

 

 

 

2. – ORGÃOS DE GESTÃO ADMINISTRATIVA:

 

 

São órgãos de gestão administrativa a Directora Pedagógica, a Superiora da casa, a Irmã Ecónoma e o Conselho Administrativo.

 

 

 

3. – ORGÃOS DE GESTÃO PEDAGÓGICA E SUAS FUNÇÕES

 

 

Os órgãos de gestão pedagógica são: a Directora Pedagógica, o Conselho Directivo, constituído pelas Irmãs Responsáveis, o Conselho Pedagógico, os Conselhos de Turma, os Conselhos de Directores de Turma, os Directores de Turma e os Departamentos Curriculares.

As atribuições da Direcção Pedagógica, do Conselho Pedagógico, dos Conselhos de Turma, dos Conselhos de Directores de Turma e dos Directores de Turma são as que lhe são atribuídas pelo Decreto-Lei Nº553/80 de 21 de Novembro, com as necessárias adaptações às especificidades do Colégio.

 

 

 

3.1. – DIRECTORA PEDAGÓGICA

 

 

      Compete à Directora Pedagógica:

 

 

-    Representar oficialmente o Colégio perante o Ministério da Educação ou outras entidades oficiais;

 

 

-    Coordenar superiormente todos os sectores;

-    Proceder à selecção e recrutamento dos trabalhadores docentes e não docentes;

-    Exercer o poder hierárquico em matéria pedagógica e designadamente em matéria disciplinar em relação aos trabalhadores docentes, não docentes e aos Alunos;

-    Zelar pela aplicação do Projecto Educativo e do Regulamento Interno e pela orientação geral do Colégio;

-    Convocar as reuniões de Professores, do Conselho Pedagógico, dos Conselhos de Turma e do Conselho dos Directores de Turma e presidir às mesmas.

 

 

 

    3.2. – CONSELHO PEDAGÓGICO

 

O Conselho Pedagógico é constituído pela Directora Pedagógica, por duas Irmãs Responsáveis, pelos coordenadores do Pré-Escolar, do 1º Ciclo e dos Departamentos Curriculares e outros elementos a nomear por despacho, até ao máximo de vinte.

            O Conselho Pedagógico reúne sempre que necessário por convocatória da Directora Pedagógica.

 

Compete ao Conselho Pedagógico:

 

-    Aprovar o Projecto Educativo e o Regulamento Interno;

-    Reflectir sobre assuntos de interesse pedagógico e educativo;

-    Colaborar na elaboração do Projecto Educativo e na sua avaliação e revisão;

-    Dar o seu parecer fundamentado sobre todos os assuntos que lhe forem colocados;

-    Sugerir e avaliar as medidas educativas presentes no Regulamento Interno;

-    Dar o seu parecer fundamentado sobre as medidas pedagógicas de carácter disciplinar a aplicar no âmbito de processo disciplinar.

 

 

 

3.3. – IRMÃS RESPONSÁVEIS

 

            As Irmãs Responsáveis são designadas pela Directora Pedagógica para o acompanhamento humano e cristão, estabelecendo também uma relação de proximidade da Direcção Pedagógica junto de cada Aluno e dos Encarregados de Educação.

           

Compete às Irmãs Responsáveis:

 

-    Apoiar a Direcção Pedagógica na sua tarefa de aplicação do Projecto Educativo e do Regulamento Interno e de coordenação da vida do Colégio;

-    Receber e convocar os Encarregados de Educação todas as vezes que considerarem necessário e que se revele útil para o melhor acompanhamento pedagógico dos Alunos;

-    Colaborar com os Directores de Turma da forma como ficou supra referido neste regulamento.

 

 

 

 

 

 

3.4. – DIRECTOR DE TURMA

           

O Director de Turma é um dos Professores do Conselho de Turma, nomeado pela Directora Pedagógica. Está em relação directa e permanente com os Alunos da turma para que foi designado e com os Professores e Pais dos Alunos dessa mesma turma. É também responsável pela aplicação das orientações determinadas pela Directora Pedagógica e definidas pelo Conselho de Turma e pelo Conselho Pedagógico.

 

            As competências do Director de Turma são as que estão definidas na lei e especificamente todas as que lhe forem atribuídas por acordo com a Directora Pedagógica.

            O Director de Turma reúne com as Irmãs Responsáveis sempre que se considerar necessário.

 

            Compete ao Director de Turma:

 

-    Conhecer o Projecto Educativo e Regulamento Interno do Colégio;

-    Trabalhar em estreita colaboração com a Irmã Responsável de cada ano na articulação entre todos os intervenientes no processo ensino/aprendizagem;

-    Desenvolver acções que promovam e facilitem a correcta integração dos Alunos na vida escolar;

-    Garantir uma informação actualizada junto dos Encarregados de Educação de tudo quanto diz respeito aos seus educandos, nomeadamente sobre a integração, comportamento, aprendizagem, dificuldades, faltas de presença e material;

-    Esclarecer os Encarregados de Educação, na presença das Irmãs Responsáveis, sempre que forem solicitadas;

-    Informar-se junto dos Professores e da Irmã Responsável de ano sobre os problemas ou dificuldades de comportamento ou de aprendizagem dos Alunos;

-    Apresentar sugestões para melhorar o processo de ensino/ aprendizagem;

-    Assegurar a participação dos Alunos, Professores e Encarregados de Educação na aplicação de medidas educativas decorrentes da apreciação de situações de infracção disciplinar;

-    Verificar com regularidade as faltas e atrasos dos Alunos solicitando as respectivas justificações escritas;

-    Organizar e manter actualizado o “dossier” de Direcção de Turma onde deverá constar o registo biográfico do Aluno, o registo de faltas, o registo de entrevistas com o Encarregado de Educação e outras comunicações deste e ainda atestados médicos, justificações de faltas e todos os documentos considerados importantes;

-    Acompanhar, de acordo com a Irmã Responsável, os Alunos em apoio pedagógico ou em avaliação sumativa extraordinária de forma a inteirar-se da evolução da sua aprendizagem;

-    Preparar todo o material necessário para as reuniões de avaliação;

-    Preparar e organizar, de acordo com a Irmã Responsável, entrevistas e reuniões com os Encarregados de Educação;

 

 

 

-    Orientar as reuniões de Conselho de Turma sob a presidência da Irmã Responsável.

 

 

 

 

3.5. – CONSELHO DOS DIRECTORES DE TURMA

 

O Conselho dos Directores de Turma é constituído pela Directora Pedagógica, pelas Irmãs Responsáveis e por todos os Professores nomeados em cada ano lectivo para Directores de cada turma.

O Conselho dos Directores de Turma reúne pelo menos uma vez por período e extraordinariamente sempre que a Directora Pedagógica o entender.                               

                                  

   Compete ao Conselho dos Directores de Turma:

 

-    Coordenar as actividades dos Directores de Turma;

-    Definir os critérios de marcação e justificação de faltas;

-    Coordenar estratégias e critérios de actuação no exercício da função de Director de Turma;

-    Avaliar da aplicação e interesse das actividades desenvolvidas.

 

 

 

 

3.6. – CONSELHO DE TURMA

 

            O Conselho de Turma é constituído pelos Professores titulares de cada disciplina, Irmãs Responsáveis e Directores de Turma.

            O Conselho de Turma reúne no final de cada período para avaliação e extraordinariamente sempre que a Directora Pedagógica o convocar.

            A Directora Pedagógica goza de voto de qualidade em qualquer decisão controvertida de âmbito pedagógico.

            As competências do Conselho de Turma são as que estão definidas na lei e especificamente todas as atribuídas aos docentes no presente Projecto Educativo.

 

 

 

 

3.7. – CONSELHO DE DOCENTES

 

            De acordo com a lei na educação Pré-Escolar e no 1º Ciclo a articulação curricular é assegurada por conselhos de docentes.

            O Conselho de Docentes reúne ordinariamente uma vez por mês.

 

 

            Compete ao Conselho de Docentes:

 

-    Planificar e adequar à realidade do agrupamento a aplicação dos estudos estabelecidos a nível nacional;

 

 

 

-    Elaborar e aplicar medidas de reforço no domínio das didácticas específicas das disciplinas;

-    Assegurar de forma articulada, com outras estruturas de orientação educativa do agrupamento, a adopção de metodologias específicas destinadas ao desenvolvimento, quer de planos de estudo, quer das componentes de âmbito local do currículo;

-    Analisar a oportunidade de adopção de medidas de gestão flexível dos currículos e de outras medidas destinadas a melhorar as aprendizagens e a prevenir a exclusão;

-    Elaborar propostas curriculares diversificadas, em função da especificidade de grupos de Alunos;

-    Assegurar a coordenação de procedimentos e formas de actuação nos domínios da aplicação de estratégias de diferenciação pedagógicas a da avaliação das aprendizagens;

-    Identificar necessidades de formação dos docentes;

-    Analisar e reflectir sobre as práticas educativas e o seu contexto.

 

 

 

3.8. – COORDENADOR DO CONSELHO DE DOCENTES DO PRÉ-ESCOLAR E 1º CICLO

 

            O Coordenador do Conselho de Docentes do Pré-Escolar e 1º Ciclo é escolhido pela Directora Pedagógica.

 

Compete ao Coordenador de Docentes do Pré-Escolar e 1º Ciclo:

 

-    Promover a troca de experiências e a cooperação entre todos os docentes do Pré-Escolar e 1º Ciclo;

-    Assegurar a coordenação das orientações curriculares e dos programas de estudo;

-    Propor ao Conselho Pedagógico a adopção de medidas destinadas a melhorar as aprendizagens dos Alunos;

-    Promover a realização de actividades com o objectivo de melhorar a qualidade do ensino;

-    Apresentar à Directora Pedagógica um relatório crítico anual do trabalho desenvolvido.

 

 

 

 

3.9. – DEPARTAMENTOS CURRICULARES

 

Os Departamentos Curriculares são constituídos pelos Professores titulares das diversas áreas disciplinares para as quais a Direcção Pedagógica nomeia um deles como coordenador de departamento.

Compete aos Departamentos Curriculares a articulação curricular das diversas áreas curriculares, conforme as suas afinidades programáticas.

Os coordenadores dos Departamentos Curriculares reúnem sempre que for necessário.

 

 

 

Compete ao Coordenador de Departamento:

 

-    Promover a troca de experiências e a cooperação entre todos os docentes que integram cada departamento;

-    Manter o “dossier” de Departamento sempre devidamente actualizado com os documentos necessários que ilustrem e provem, em cada momento do ano lectivo, a aplicação dos planos de estudo estabelecidos a nível nacional, das estratégias de diferenciação pedagógica e a avaliação das aprendizagens das diversas disciplinas;

-    Facilitar a consulta do mesmo, sempre que necessário aos docentes das diversas áreas disciplinares;

-    Apresentar à Direcção Pedagógica um relatório crítico anual do trabalho desenvolvido pelos Professores das diversas áreas disciplinares.

 

 

 

4. – AVALIAÇÃO DOS ALUNOS

 

            Os Alunos devem ser avaliados durante o seu percurso escolar no referente a conhecimentos, competências e atitudes.

            Nesta avaliação entram os critérios definidos pelos Professores, bem como outros elementos considerados relevantes, como por exemplo os dados fornecidos pelo Gabinete de Psicologia. São igualmente consideradas a auto e hetero-avaliação.

            Intervêm na avaliação o Conselho de Turma.

            A Directora Pedagógica tem voto de qualidade fundamentado sobre os resultados da avaliação.

            Os critérios de avaliação, bem como os resultados de todo o trabalho dos Alunos devem ser do conhecimento dos Encarregados de Educação.

            Do resultado da avaliação os Encarregados de Educação podem recorrer nos termos da lei.

            O Aluno fica retido quando ultrapassar o número de faltas injustificadas previstas por lei ou quando a sua avaliação for considerada insuficiente para transitar ao ano imediato.

            Quando no fim do 1º Período o Aluno apresentar dificuldades a nível de conhecimentos e competências em pelo menos três disciplinas o Conselho de Turma elaborará um plano de recuperação a pôr em prática no Colégio e em casa.

            Os parâmetros de avaliação são os seguintes:

 

-    0 -   19%      - Muito Fraco

-  20 -   49%       - Fraco

-  50 -   69%       - Satisfaz

-  70 -   89%      - Bom

-  90 - 100%      - Muito Bom

 

O percurso escolar do Aluno ao longo do ensino básico deve ser documentado no processo individual de forma a permitir uma visão geral do desenvolvimento do Aluno.

 

 

 

 

 

Dele devem constar os elementos de identificação do Aluno, o registo de avaliação, os relatórios médicos e/ou psicológicos, os planos e relatórios de apoio pedagógico, a auto e a hetero-avaliação.

 

 

 

 

5. – RECURSOS FÍSICOS

 

            Conforme ficou supra referido, o Colégio funciona numa área constituída pelo antigo palácio do Ramalhão e a quinta envolvente.

            Como o palácio e a quinta foram classificados pelo extinto Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), a Congregação das Irmãs Dominicanas, apesar de proprietária, está sempre condicionada pelas exigências legais em vigor e por isso tem sido com verdadeiro “engenho e arte” e sobretudo, porque encaram a tarefa da educação com espírito de missão, que ao longo de décadas têm conseguido fazer as adaptações necessárias decorrentes das exigências do sistema educativo e das legítimas aspirações das diversas gerações de Alunos.

            Assim os Alunos gozam do privilégio de ao mesmo tempo que se movimentam no seu dia a dia dentro dum edifício em que a história e a arte foram deixando, ao longo dos tempos, a sua marca, nas paredes, nos tectos, nas fachadas, beneficiam da riqueza paisagística da serra de Sintra e do ambiente natural e ecológico da quinta envolvente com a sua vegetação exuberante e grandes árvores seculares, muitas delas devidamente classificadas, algumas originárias de outros continentes e que, ainda hoje, no século XXI, reflectem o gosto científico e enciclopédico do século XVIII.

            O Colégio possui, distribuídos por toda a casa, entre outras, as seguintes dependências ao serviço dos Alunos:

 

 

para além dos espaços destinados aos serviços administrativos e dos reservados às Irmãs. Na quinta e no bosque existem espaços para lazer e prática desportiva.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ÍNDICE                                                                           

                                                                                                                                                       

 

 

 

PROJECTO EDUCATIVO-IDEÁRIO

3

 ORIGENS E IDENTIDADE

3

 SITUAÇÂO GEOGRÁFICA

4

 O RAMALHÃO NA HISTÓRIA DE PORTUGAL

4

 O RAMALHÃO NA LITERATURA

5

 A HISTÓRIA DO COLÉGIO DO RAMALHÃO

6

      1.   PRINCÍPIOS ORIENTADORES 

7

      2.   ORGÃOS DE GESTÃO ADMINISTRACTIVA

7

      3.   ORGÃOS DE GESTÃO PEDAGÓGICA E SUAS FUNÇÕES

7

      3.1 DIRECTORA PEDAGÓGICA

8

      3.2 CONSELHO PEDAGÓGICO

8

      3.3 IRMÃS RESPONSÁVEIS

8

      3.4 DIRECTOR DE TURMA

9

      3.5 CONSELHO DOS DIRECTORES DE TURMA

10

      3.6 CONSELHO DE TURMA

10

      3.7 CONSELHO DE DOCENTES

10

      3.8 COORDENADOR CONS. DE DOCENTES DO PRÉ-ESCOLAR E 1º CICLO

11

      3.9 DEPARTAMENTOS CURRICULARES

11

      4.  AVALIAÇÃO DOS ALUNOS

12

      5.  RECURSOS HUMANOS

13

      6.  ÍNDICE

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