RAMALHÃO
O PALÁCIO, O CONVENTO, O COLÉGIO
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Já existia no século XVIII com o seu estilo neo-clássico a que as invasões francesas trouxeram influências do estilo império de Napoleão. Mas foi, certamente, o século XIX que o tornou conhecido porque fora pertença da Coroa Portuguesa e local de desterro da Rainha Carlota Joaquina. Nele se viveram alegrias e tristezas, grandezas e vicissitudes. Mandado construir por Luís Garcia de Bivar não permaneceu muito tempo na sua posse. Conheceu inúmeros proprietários; foi vendido em hasta pública vezes sem conta. Em 1941 pertencia ao Dr. Albano Guedes Moutinho.
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Foi Em 1941, que as Irmãs Dominicanas compraram este velho palácio e nele instalaram a Casa Generalícia da Congregação e dele fizeram um Colégio de meninas. Também conheceu momentos de glória e períodos de preocupação. Por ele passou uma guerra e uma revolução. Pelos seus corredores e nas suas salas milhares de jovens cresceram, procurando encontrar e viver a VERDADE, que sempre lhes foi apresentada como um VALOR. Conheceu mudanças de regimen, reformas educativas, alterações de sistemas. Procurou evoluir, adaptar-se, criar novas perspectivas, abrir-se a situações diferentes e a modernas tecnologias. Transformou dormitórios em salas de aula e lavatórios em quartos. Tornou a "presa" navegável e construiu uma "parede de escalada". Criou "ateliers" culturais e uma zona de actividade ecológica. Apostou o Colégio nas festas e viagens e abriu-se ao intercâmbio cultural e desportivo. |
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No meio de tudo, não perdeu a sua identidade; não esqueceu o seu objectivo: a formação integral dos alunos, formação que passa pelo cultural e social como pelo humano e na linha da Fé. De cada um dos seus alunos quer o Colégio fazer um Cidadão do Mundo, um profissional de sucesso, uma chama acesa na sua casa e na sua comunidade. A cada um procura ensinar a escolher o melhor e a viver de acordo com a opção que fez.
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Pensamentos de Teresa de Saldanha